Alugar ou comprar um imóvel: o que vale a pena?

Alugar ou comprar um imóvel: o que vale mais a pena?
Redação

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Tempo de leitura: 10 minutos

Um grande dilema da vida adulta é a escolha de um lugar para viver. Na verdade, essa decisão pode chegar até antes, quando você ainda é bem jovem, e aí já começam as dúvidas pra valer.

Comprar ou alugar? O que vale a pena? Em primeiro lugar, entenda que essa decisão depende de muitos fatores e envolve dinheiro, ou seja, a resposta não é tão simples.

Primeiramente, é hora de avaliar o seu momento de vida e, ainda, tentar interpretar o que o mercado nos diz com os últimos números e suas tendências.

Neste artigo você vai ver o que é preciso levar em conta na hora de decidir entre comprar ou alugar. Vamos começar?

 

Alugar casa ou apartamento vale a pena?

Antes de se tornar um (a) locatário (a), com as chaves na mão e boletos mensais para pagar, tente entender em qual momento da vida você está e faça uma avaliação de cenários em médio e longo prazo.

Frequentemente há o pensamento de que viver de aluguel é apenas “pagar por algo que nunca será seu”. Porém, avaliar em qual fase da vida você está é uma das formas de encarar o aluguel como um caminho viável.

Sair da casa da família, morar em outro estado para estudar ou trabalhar, morar em outro país em um futuro muito breve. Esses são apenas algumas das situações em que uma residência temporária faz mais sentido nos planos – e no bolso – das pessoas.

Portanto, vamos à primeira dica:

 

1. Estabeleça seus planos e encare o seu orçamento doméstico

Nesse sentido, tome nota sobre qual a sua maior necessidade neste momento, o que você precisa fazer para resolvê-la e onde deseja estar no próximo ano.

 

Exemplo:

Necessidade: Sair do interior do estado

Solução: Morar na Capital

Desejo do próximo ano: Viajar para o exterior

 

Trace esses 3 pilares para compreender se os seus planos são fixos ou temporários. Em outras palavras, se você busca experiências de estabilidade ou de caráter momentâneo.

Além disso, definir onde você pretende morar, ou seja, a sua região de interesse, também ajuda a criar cálculos mais aproximados sobre quanto você deverá gastar com aluguel.

Já quando o assunto é orçamento doméstico faça uma avaliação para saber se você consegue arcar com as despesas mensais.

Conforme os especialistas, o ideal é que a sua parcela de aluguel, incluindo condomínio, IPTU e outras taxas, comprometa, no máximo, 30% da sua renda mensal. Leve isso em consideração na hora de pesquisar imóveis para alugar.

 

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2. Localize um corretor habilitado

Uma figura importante nessa busca pela casa ou apartamento para alugar, o corretor de imóveis, deve ser habilitado. Dessa forma você terá a garantia da prestação de um serviço sério e com tranquilidade em cada etapa.

Pense em situações de muito estresse, como infiltrações e omissão em vistorias. Esses são alguns dos exemplos do que pode acontecer quando o corretor não é habilitado e nem ligado a uma imobiliária. Você perde qualidade e transparência nos processos!

Para fazer essa conferência, basta acessar o site do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, o Creci e consultar o número de registro.

 

3. Busque por serviços descomplicados

Se você está em dúvida se deve comprar ou alugar, e ainda precisar encarar processos demorados e cheios de burocracia, bom, é aí que o plano de alugar um imóvel fica ainda mais difícil, certo?!

Em outras palavras, a terceira e última dica para quem pretende alugar é buscar os “atalhos” desse caminho. Por exemplo, dê preferência para imobiliárias que oferecem serviços digitais: agendamento online para visitar imóveis, envio de documentação digitalizada e assinatura de contrato de forma eletrônica.

Lembre que a forma como você irá concretizar esse aluguel já deve ser pensada na hora de buscar o imóvel. Procure saber, no primeiro contato, se a empresa preza por essa praticidade ou se você ainda terá que percorrer cartórios e outros processos mais demorados.

 

 

Para alugar um casa ou apartamento, a parcela do aluguel não deve ultrapassar 30% da sua renda mensal
Para alugar um casa ou apartamento, a parcela do aluguel não deve ultrapassar 30% da sua renda mensal

 

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Comprar um imóvel: quando vira um bom negócio?

Agora vamos para a outra opção: na prática, comprar uma casa vale a pena? Será que comprar um apartamento é um bom negócio? Devo comprar ou alugar?

Para entender se essa escolha se encaixa no seu momento de vida, separamos alguns pontos para você observar:

 

1. Avaliação de cenários:

  • Estou procurando estabilizar moradia em um mesmo local por, pelo menos, 5 anos?
  • Estou em uma situação financeira saudável?
  • Tenho entrada de capital segura e uma poupança mínima para imprevistos?

 

Se você respondeu “sim” para pelo menos uma das perguntas acima, já tem um bom indício para considerar a aquisição de uma casa ou apartamento. Mas o ideal, para um cenário geral mais sólido, seria um “check” completo nas três perguntas.

Ou seja, ter condições de arcar financeiramente com esse investimento e estar em fase da vida que também favoreça a decisão são os seus principais pontos de partida.

Dito isso, vamos falar de algumas condições para a compra?

 

2. Cálculos na hora da compra:

 

  • Entrada e financiamento: o valor de entrada para a compra de um imóvel deve ser 20% do valor do imóvel. 

 

Exemplo:

Você escolheu um imóvel de 62m², com 2 quartos, 1 banheiro, semimobiliado e localizado no bairro Santana, em Porto Alegre (RS).

 

O valor de compra é de R$ 270.000,00, logo:

Entrada + FGTS: R$ 54.000,00 (20% do valor na entrada)

Valor do financiamento: R$ 216.000,00

Prazo do financiamento: 30 anos

Primeira parcela: R$ 2.182,00

Última parcela: R$ 629,00

Taxa de juros: 7,5% ao ano

Com essa simulação, você percebe um importante ponto do financiamento: à medida que as parcelas são pagas, o valor por parcela diminui.

E é claro que os valores acima variam conforme o tipo de imóvel e a taxa de juros, que pode mudar de acordo com o banco.

 

  • Condomínio, documentos e IPTU: inclua nos seus custos o valor do condomínio, que será cobrado para custear as despesas e investimentos do espaço coletivo.

 

Também entram nessa conta os custos com taxas, documentos, certidões e comprovantes para efetuar o contrato, que variam conforme o valor do imóvel, o estado em que você vai morar e outros fatores.

O Imposto Predial e Territorial Urbano, o IPTU, também deve estar no seu planejamento financeiro. O IPTU é definido pelo valor venal, que é o preço que o poder público avalia pelo bem, considerando alíquotas, descontos e acréscimos definidos pelo município, que, por sua vez, reajusta o valor anualmente.

 

Exemplo de condomínio e IPTU:

Para o imóvel que usamos de exemplo, o valor do condomínio é de R$ 290,00 por mês.

Já para IPTU a cobrança é de R$ 100 por ano.

 

 

Para comprar um imóvel para morar, pense: você pretende passar pelo menos 5 anos neste lugar?
Ao comprar um imóvel para morar, pense: você pretende passar pelo menos 5 anos neste lugar?

 

3. O mercado está favorável para comprar imóvel?

Simultaneamente, é sempre bom ver os últimos movimentos do mercado imobiliário e compreender se há previsão de um cenário aquecido ou então mais cauteloso.

Por exemplo, neste momento de transição de ano, a indicação do especialista Mário Guaranha, gerente de vendas da Auxiliadora Predial, é aproveitar o final de 2021 e o início de 2022 para usufruir das taxas atuais.

 

“O mercado ainda encara a incerteza, então essa é, por enquanto, a melhor hora para tirar o plano do papel. O imóvel segue se colocando no mercado como uma opção segura de investimento. Especialmente neste momento, estamos com boas taxas no crédito imobiliário e um mercado aquecido com ótimas oportunidades de compras.

Quando você compra, tem a seu favor a valorização do bem conforme o tempo vai passando, e ainda está seguro com o local próprio para você ou para a sua família.

Também, em alguns casos específicos, é possível comprar uma casa sem precisar do valor de entrada”.

 

4. Considere as taxas…

Saiba que também é isso que projetam as pesquisas e os especialistas do mercado. Isso porque em 2020 tivemos uma baixa histórica da taxa Selic, que é o Sistema Especial de Liquidação e Custódia, uma média de juros paga pelo governo do Brasil em empréstimos tomados de instituições bancárias.

Em síntese, se essa tarifa estiver em baixa, isso estimula os bancos a emprestarem dinheiro diretamente ao consumidor. Igualmente, é a Selic que regula outros custos de juros que temos no país, incluindo os produtos do mercado imobiliário.

 

E se a taxa Selic está em baixa? São dois benefícios:

  1. Aumento na capacidade de financiamento: você amplia o valor do crédito que deseja ter, já que os juros são menores e você pode parcelar um valor mais alto de imóvel com a mesma parcela;
  2. Valor da parcela: você tem a redução do valor, o que compromete menos a sua renda.

 

Por outro lado, depois da baixa em 2020, estacionada em 2%, neste ano de 2021 tivemos a elevação da taxa Selic para 7,75%, índice atual definido em 27 de outubro. A boa notícia é que enquanto este índice não alcança os dois dígitos não há motivos para se preocupar, pois investir na compra de imóvel ainda vale a pena. Para 2022, a expectativa é de 8% ao ano.

Além disso, os financiamentos imobiliários são feitos com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, que fechou em 4,52% em 2020 e agora deve fechar o ano acima de 10%.

 

5. … E as intenções de compra

Conforme a última pesquisa da Datastore, o índice de intenção de compra nos segmentos popular, médio padrão e alto luxo no Brasil chega a 29%. Prova de que o cenário é, sim, favorável.

Nesse sentido, mais de 14,5 milhões de famílias têm intenção de adquirir um imóvel nos próximos 24 meses.

Logo, levando em consideração o mercado imobiliário e a recomendação de economistas e entidades do setor, o melhor momento para comprar um imóvel é agora. Esperar mais pode fazer com que você precise encarar preços mais altos.

 

Afinal, o que vale mais a pena? Comprar ou alugar?

E a resposta final é: entre comprar ou alugar, as duas opções valem a pena. Entenda, de imediato, o seu momento atual de vida, objetivos e planos, assim como a região que deseja morar e o seu planejamento financeiro.

Alugar pode ser uma grande vantagem para quem não deseja se fixar ou se não possui uma renda fixa e outras reservas de dinheiro. Considere, portanto, comprar como um negócio de investimento. Então, avalie sempre como está a intenção de compra da população e os sinais do mercado imobiliário, mas também procure olhar para a sua fase de vida, a região de interesse para morar e o orçamento.

Avalie, pesquise e considere os cenários e opiniões de especialistas sobre o momento do mercado imobiliário. Só assim a sua decisão sobre comprar ou alugar será tomada com responsabilidade e senso de realidade, evitando qualquer passo em falso nesta trajetória de um novo lar.

 

Agora que você já entendeu o que precisa considerar para a sua escolha, conheça os melhores imóveis e as condições mais facilitadas de imóveis para comprar, além de casas e apartamentos para alugar com a Auxiliadora Predial.

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